Poemas Reclamados

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Sunday, November 22, 2009


















O silêncio quis revelar seus segredos e, o fez, em 7 horas de um dia.
Confessou sua face nas relações ou abismo, amor ou desamor, fim da palavra ou a palavra enfim.
O Livro foi escrito em um só dia: 02/12/2005

Saturday, November 21, 2009














Arde



Arde en mi cuerpo

La falta del tuyo.

Hierve mi sangre

Tus ojos cerrados

Cierro los míos

Escojo tús labios

No los encuentro

En dolor me abro

Corto los nudos

De la soga del tiempo

Caigo en el abismo

De tu silencio.

Amo el amor que me sostiene

Brillo en la sombra en que me quiere

Arde hoguera no tenerte

Cortame rama desearte

Lejos mí cuerpo se deshace

Al añorarte.



Julio Almada en Arde

Monday, November 16, 2009












Dois Contos do Caderno de Ontem no Bloguero:
www.bloguerocoisanenhuma.blogspot.com

Saturday, November 14, 2009










Medusa queria me Jantar


Na minha cabeça tudo fazia qualquer grito inútil. Não tive escolha, muitos já disseram isso e eu não digo, escolhi e me arrependo. Escolhi ser tudo, síndrome do nosso tempo. Contestador e fiscal. E agora, as contas do Mês ou a razão da vez, qualquer crise no eclipse diário. Ela era o eclipse da minha vida, de quando em quando me apagava sempre. O telefone deixou de tocar,

não vou atender, deviam ser meus superiores me cobrando postura mais adequada para a profissão que eu exercia, não gostaria de falar nisso agora, aliás naquele momento me trancou a respiração, não poderia falar nada.

Os 20 passos até o banheiro foram acompanhados por uma dor aguda e uma loucura crônica.meu amor porque vc fez isso agora, pensei, enquanto a ulcera expeliu sangue suficiente para respingar todos os lados do banheiro e o espelho mostrando os lábios dela que diziam, olha o tecido do vestido que vou usar no nosso casamento.elegante no velório.


Eu no dela, pensei e quase bati a cabeça na parede quando vomitei pela segunda vez meu tempo esvaindo em sangue. Úlcera.


JULIO ALMADA, DE OLHO: EMBRIAGADO

Thursday, November 12, 2009














De Olho : Embriagado


Conheci Junkies on the rocks

Que tristes pareciam

Na meia-noite do mundo

Sem música e poesia

Trash on the street

E pó de nostalgia


Andei mil lábios e nem desfaleci

E quando de olhos abertos

O mundo parecendo certo

Mostrou-me o sangue, o fogo e a flor

De pronto era Alice e o país das maravilhas

Não passava e eu nem sabia

De um conto de fados

E uma cama para sempre vazia


Na última sessão de fotos

Um flash dilacerou

Meu coração cansado


Conheci Junkies on the rocks

Em ruas que não eram minhas

Em dias que me caçavam

De volta às mesmas esquinas

Quando a lua já desistia

De iluminar sagas ensandecidas


Hoje molho no pão vosso de cada dia

Minha pena de securas estarrecidas

Meu olho quase morto onze da manhã

E alguém à espreita da minha fugitiva vida

Um amor verso a verso retalhando

Minha dor na qual ninguém mais acredita

E os maus mal parando em pé

Numa solidão de viés quase comprometida



Conheci sweet and darkness

Far away my heart em plena descida

E ruas de um gosto de sal

Que o sol petrificou pra toda vida

Andando só e mal acompanhado

Quién supo hallar mi corazon alado?

Será que alguém se esqueceu mesmo de mim,Depois de algum tempo haver lembrado?


Ou quem sabe aqui nos versos


Só e de Olho: embriagado


Posso dizer da vida seus mil lábios

Com línguas de fel e equívocos nos armários



Julio Almada, De Olho: Embriagado

Tuesday, November 10, 2009




















Livro Com a trilogia Noite de Tigres,Poema de Tigres e Tigre de Asas. Trabalho encenado em performance teatral. A natureza humana e animal entrelaçada, instinto,emoção e fogo:do espírito até o corpo. Um Grito com garras,suor e gemidos.

Um Trecho do Poema de Tigres:

Poema de Tigres


"Tyger!Tyger!burning bright
in the forests of the night,
What immortal hand or eye
Could frame thy fearful symmetry?"
William Blake




01

As garras são meus olhos,
Esses que eram de qualquer outro,
E na ousadia de minha madrugada
Os instalei de súbito em meu corpo.
Olhos renascidos de não morrer
Onde a morte lhes visita a gravidade.


Leia mais: Mande um e-mail para julio.almada@hotmail.com

Tuesday, November 03, 2009








Brilho de uma lua


Desnuda a lua?

Desnudos, estamos nós,

Cobertos de alguns veludos,

Tecidos longe da voz,

Dos nossos, muitos sentidos.

Nudez absoluta,

Despidos do que já fomos.

Luz seduzida.

Réstia sem crisântemos.

Nu seria bom,

Achar-me,

Entre os pertences,

Ao qual pertenço.

O imenso

Que me pertence

Ao desnudar-me.



Julio Almada do Livro dos Silêncios
















Textos no Bloguero:

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